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Segunda-feira, Abril 23, 2007

"Aproveita que você está sonhando e pede um pôney..."

Aproveitando que eu sou defensor da natureza vou colocar um video sobre o ultimo leão dourada do planeta. Aproveitem...


postado por Longas Cartas pra Ninguém às 4:05 PM

Quinta-feira, Abril 12, 2007

A vida sempre continua...

Ontem presenciei o suicídio de um garoto de 18 anos. Fui naquele oba oba de bisbilhotar a vida alheia e terminei me deparando com uma cena que jamais vou esquecer: o corpo de um homem, mais ou menos 18 anos, jogado no cimento duro de um estacionamento, com a cara no chão e rodeado de sangue. Desculpem-me pelo excesso de detalhes, mas é uma cena que não me saí da cabeça e tinha que chegar até as palavras. Eu fico imaginando que desespero é esse que leva uma pessoa a praticar um ato desta natureza. Ao mesmo tempo, também me pergunto se seria uma covardia ou uma atitude corajosa o fato de tirar a própria vida. Não sei. Acho que as duas coisas juntas.

Para mim o ato em si é corajoso. Se jogar de um prédio, atirar em si mesmo, tomar remédios,enfim, para fazer isso é preciso sim ter muita coragem. Ao passo que se recusar a enfrentar os problemas que a vida tráz é uma atitude de extrema covardia. De verdade, longe de qualquer texto de auto ajuda. Tudo termina bem no final. Essa frase é batida, quase um clichê, mas não deixa de ser certa.

Quando o ato de suicídio vem acompanhado de algum desequilíbrio mental, tipo depressão, loucura, é até mais compreensível, mas quando é feito de "cabeça pensada" a coisa fica pior ainda. Os Espíritas dizem, e eu até acredito, que o sofrimento para o suicida é bem maior do que aquele vivido na Terra e ele só é "perdoado" quando o ato foi praticado no meio de um distúrbio mental. Passei a orar pela alma de alguém que eu sequer conhecia na esperança de que isso fizesse algum bem para esse Espírito tão atormentado. Acho que estou assim porque luto tanto para estar bem todos os dias que o fato de alguém desistir de fazer isso me choca. É até irônico, no último post estava falando de vida, nascimento, alegria, e hoje falo de morte e tristeza. E assim me construo, entre flores e espinhos.

Eu nem coloquei foto como de costume. Ouví tanta piadinha infame a respeito do assunto que resolví ficar de luto. Estou mexido. É dificil para mim imaginar que alguém tenha sofrido tanto para preferir tirar a vida, tão importante, tão intensa. A vida chega a doer, como diria Fernando Pessoa, porém a dor sempre passa. Sempre!
postado por Longas Cartas pra Ninguém às 10:50 AM

Segunda-feira, Abril 09, 2007



Todo mundo sabe que eu não suporto choro de criança, gritos e coisas do tipo. Mas acho que estou "pagando minha língua". Minha irmã está grávida de 7 meses e o fato de ser tioo mexe comigo de uma forma que eu nem imaginava. Passei esse feriado por lá, e foi um tal de namorar a barriga, falar de parto, bebê, hospital, enxoval e coisas do tipo. Por falar nisso, essa foto é original, tirada ao vivo nesse feriadão da Pascoa. Estou contando os dias para o nascimento do meu sobriho Vitor além de me virar aqui no trabalho para poder estar lá no dia do parto. Minha irmã está feliz eu por tabela estou feliz também. Ah! João Pessoa! Foi apenas cenário do encontro. Apenas isso.
postado por Longas Cartas pra Ninguém às 5:30 PM

Terça-feira, Abril 03, 2007



Estou excitadíssimo! Depois de muita espera a pista de gelo vai voltar para Salvador, o Barra On Ice. Estiveram aqui há quase 3 anos e eu era viciado, ia quase 3 vezes por semana. Adoro aquele clima, aquele movimento. Começa dia 6/04, estarei viajando, assim que voltar estarei colado. É muito digno!

Ontem foi aniversário da minha mãe, confesso que estou preocupado com ela. Sabe aquela pessoa que se recusa a ser feliz? Tudo reclama, tudo está ruim. Não sei até quando meu pai vai aguentar isso. Conversei com minha terapeuta, ela disse que minha mãe só pode se tratar se estiver com vontade, tiver consciência do seu problema. E isso ela não tem. Vive dizendo que o problema é dinheiro, mas na verdade todos nós sabemos que não é isso, o problema é outro, que eu até sei mais ou menos qual é mas não me arrisco a dizer. É triste ver uma pessoa que tem como vivência ficar reclamando das coisas. Queria poder ajudar, não consigo. Já conversei com ela várias vezes mas é como se fosse uma ofensa pedir para que ela faça uma terapia. O jeito é ir levando. Levando... que palavra péssima para meu vocabulário. Não consigo ficar assim, confesso que não sei mais o que fazer. Sinto que do jeito que as coisas estão minha mãe vai terminar ficando sozinha, igual a minha avó.
postado por Longas Cartas pra Ninguém às 9:43 AM