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"Aproveita que você está sonhando e pede um pôney..."
Aproveitando que eu sou defensor da natureza vou colocar um video sobre o ultimo leão dourada do planeta. Aproveitem...
A vida sempre continua...
Ontem presenciei o suicídio de um garoto de 18 anos. Fui naquele oba oba de bisbilhotar a vida alheia e terminei me deparando com uma cena que jamais vou esquecer: o corpo de um homem, mais ou menos 18 anos, jogado no cimento duro de um estacionamento, com a cara no chão e rodeado de sangue. Desculpem-me pelo excesso de detalhes, mas é uma cena que não me saí da cabeça e tinha que chegar até as palavras. Eu fico imaginando que desespero é esse que leva uma pessoa a praticar um ato desta natureza. Ao mesmo tempo, também me pergunto se seria uma covardia ou uma atitude corajosa o fato de tirar a própria vida. Não sei. Acho que as duas coisas juntas.
Para mim o ato em si é corajoso. Se jogar de um prédio, atirar em si mesmo, tomar remédios,enfim, para fazer isso é preciso sim ter muita coragem. Ao passo que se recusar a enfrentar os problemas que a vida tráz é uma atitude de extrema covardia. De verdade, longe de qualquer texto de auto ajuda. Tudo termina bem no final. Essa frase é batida, quase um clichê, mas não deixa de ser certa.
Quando o ato de suicídio vem acompanhado de algum desequilíbrio mental, tipo depressão, loucura, é até mais compreensível, mas quando é feito de "cabeça pensada" a coisa fica pior ainda. Os Espíritas dizem, e eu até acredito, que o sofrimento para o suicida é bem maior do que aquele vivido na Terra e ele só é "perdoado" quando o ato foi praticado no meio de um distúrbio mental. Passei a orar pela alma de alguém que eu sequer conhecia na esperança de que isso fizesse algum bem para esse Espírito tão atormentado. Acho que estou assim porque luto tanto para estar bem todos os dias que o fato de alguém desistir de fazer isso me choca. É até irônico, no último post estava falando de vida, nascimento, alegria, e hoje falo de morte e tristeza. E assim me construo, entre flores e espinhos.
Eu nem coloquei foto como de costume. Ouví tanta piadinha infame a respeito do assunto que resolví ficar de luto. Estou mexido. É dificil para mim imaginar que alguém tenha sofrido tanto para preferir tirar a vida, tão importante, tão intensa. A vida chega a doer, como diria Fernando Pessoa, porém a dor sempre passa. Sempre!
postado por Longas Cartas pra Ninguém às 10:50 AM

